• Natalia de Silva Toledo

Já ouviu falar em micromobilidade?

Conheça um pouco mais dessa nova tendência que vem se destacando nos centros urbanos.


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O aumento da densidade demográfica intensificou o crescimento da frota de veículos, trazendo consigo diversos efeitos negativos, tais como os congestionamentos, os acidentes, a poluição sonora e a baixa qualidade do ar, o que consequentemente reflete na qualidade de vida das pessoas.


Pensando não somente no desafio da mobilidade urbana, mas também na sustentabilidade, surge o conceito de micromobilidade, uma tendência entre os novos modais de transporte urbano para suprir uma parte desse desafio.


Mas afinal, o que é micromobilidade?


Conceitualmente, a micromobilidade é uma modalidade de transporte de curta distância, com percurso de no máximo 10 km, em veículos de pequeno porte e baixo peso (até 500 kg), de propulsão elétrica ou humana e que atingem até 25 km/h. Normalmente, está mais relacionado à realização de tarefas diárias onde a distância não é curta o suficiente para ir a pé e nem longa demais para pegar um ônibus, metrô ou tirar o carro da garagem.


Alguns dos veículos que integram essa modalidade são os patinetes elétricos, bicicletas (elétricas ou não), trikkes, triciclos, monociclos elétricos, skates, longboards, ninebot’s, hoverboard.


O Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDA), é uma organização sem fins lucrativos que trabalha com a implantação de transporte e desenvolvimento urbano que reduzam as emissões de gases de efeito estufa e a poluição. Com objetivo de ampliar o conhecimento sobre a micromobilidade produziu um infográfico apresentando os principais pontos tema:


Fonte: Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDA)


Vantagens da micromobilidade


Alguns problemas corriqueiros relacionados à mobilidade nos grandes centros urbanos podem ser sanados ou diminuídos com a implantação da micromobilidade, como a diminuição de carros nas ruas, impactando diretamente na redução dos engarrafamentos; a redução da emissão de carbono e gases de efeito estufa, que diariamente são jogados na atmosfera pelos veículos a combustão.


Um efeito disso, é que também haverão menos doenças respiratórias, acidentes e estresse que comumente são causados pelo trânsito, além da otimização do tempo, visto que os trajetos são feitos mais rapidamente.


A princípio pode parecer desvantajoso adquirir um desses veículos, devido a seu custo elevado, porém o crescimento de startups em micromobilidade auxilia ainda mais nessa questão, ao inserir no mercado o uso compartilhado desses veículos, os tornando mais acessíveis.


Além disso, a micromobilidade traz uma grande eficiência energética se comparado com veículos automotores. Um estudo sobre a estimativa de custo e tempo de recarga, realizado por Valério Mendes Marochi, mobility specialist (centro de mobilidade sustentável e inteligente at Senai), mostrou que para percorrer uma mesma distância, o custo de um veículo de passeio à gasolina seria 18 vezes maior do que com um patinete elétrico, sem contar os outros gastos envolvidos para manter um carro em bom funcionamento.


Aplicação da micromobilidade


A implantação da micromobilidade pode ser realizada em qualquer centro urbano, mas é realizada principalmente nos “intra bairros”, em cidades em que há utilização excessiva de carros para curtas distâncias. Bem como, também pode ser desenvolvida em empresas que possuem uma planta grande e precisam facilitar o deslocamento dos seus funcionários, em aeroportos, em condomínios ou até mesmo propriedades rurais. Lembrando que sua eficiência estará sujeita às características da cidade como relevo, clima e qualidade da pavimentação, por exemplo.


Os veículos incluídos na micromobilidade não devem transitar nas ruas junto com veículos maiores, para que se possam evitar acidentes, o ideal é a implantação de uma infraestrutura que promova a segurança de todos. O infográfico abaixo, produzido pelo ITDA ilustra os lugares de implantação:


Fonte: Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDA)


Desafios da micromobilidade


Por ser uma solução inovadora e recente a micromobilidade tem alguns desafios a enfrentar, principalmente relacionados à infraestrutura das cidades (calçadas, ciclovias, ciclofaixas), legislações e regulamentações (a princípio, cada cidade pode estabelecer suas próprias regras), rentabilidade financeira do modelo de negócio e ciclo de vida dos veículos.


Apesar desses pontos de melhorias, o tema vem se tornando tendência com futuro promissor que precisa apenas de soluções inovadoras e inclusivas para que possa ser uma aliada ainda mais forte da mobilidade urbana, promovendo uma locomoção mais eficiente e ajudando na busca global de um mundo mais sustentável.


A busca por ações inovadoras e eficientes que colaboram com a sustentabilidade, prevenção do meio ambiente e o aumento da qualidade de vida é algo essencial. A micromobilidade é uma dessas ações, porém é preciso que as pessoas compreendam e adotem esse novo estilo de vida, pois só com a ajuda de todos uma nova sociedade será construída.


A jovens Projetistas procura trazer conteúdos diversos que agregam no seu conhecimento, navegue por nosso blog e fique por dentro de outros assuntos.



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