• Leonardo França

A importância da manutenção industrial

Entenda um dos conceitos fundamentais para manter o funcionamento da sua empresa ou negócio.


Foto de: https://blog.engeman.com.br


Qualidade, otimização, rendimento e produtividade são algumas das palavras chaves que se esperam dentro dos padrões de uma empresa de sucesso. Mas o que tudo isso tem a ver com manutenção industrial? Um bom gestor sabe que a manutenção dos seus processos, máquinas e ambiente está intrinsecamente ligado com o bom funcionamento do seu sistema.


Traçando um paralelo com o corpo humano, para que tudo esteja de acordo com os conformes de uma vida saudável é necessário consultar um médico, o que não é segredo para ninguém. Mas com que frequência vamos ao médico? Por que, como, quando, quanto custa e quem participa? São perguntas que devem ser feitas num bom planejamento, tanto na vida pessoal, quanto no ambiente da indústria, afinal já dizia o ditado: é melhor prevenir do que remediar.


O que difere uma agenda pessoal de um plano de manutenção está na complexidade dos processos que os cercam. Um bom gerenciamento exige tanto responder à todas essas perguntas e estar ciente das normas e legislação vigente quanto profissionais da área da engenharia mecânica industrial e técnicos capazes de prestar os serviços exigidos de forma específica ao planejamento, este sendo feito pela própria empresa ou pelas prestadoras de serviço e fornecedores, tudo isso com o mínimo de interferência na produção.


Para um melhor entendimento dessa - não tão simples - tarefa, vamos dividir em categorias, sendo elas 3 tipos principais de manutenção, segundo a Norma ABNT NBR 5462, 1994: preventiva, preditiva, corretiva.


A manutenção preventiva é a “manutenção efetuada em intervalos predeterminados, ou de acordo com critérios prescritos, destinada a reduzir a probabilidade de falha ou a degradação do funcionamento de um item.” sendo assim, conforme a NBR 5462, trata-se, de forma simples, de trocar antes de quebrar evitando a fadiga e mal funcionamento dos componentes antes mesmo deles acontecerem. A exemplo, na Jovens Projetistas temos o PMOC, Plano de Manutenção, Operação e Controle para Ar-Condicionado que foi definido e estabelecido pelo Ministério da Saúde na Portaria 3.523, de 1998, e tornou-se obrigatória com a Lei 13.589/2018, de âmbito federal, ocasionando em fiscalizações e multas.



Imagem de ElasticComputeFarm por Pixabay


A manutenção preditiva, por sua vez, é a “manutenção que permite garantir uma qualidade de serviço desejada, com base na aplicação sistemática de técnicas de análise, utilizando-se de meios de supervisão centralizados ou de amostragem, para reduzir ao mínimo a manutenção preventiva e diminuir a manutenção corretiva.” Ou seja, esse tipo tem como função predizer o estado futuro da máquina, equipamento ou processo, por meio de coleta de dados e equipamentos, muitas vezes baratos em relação aos outros métodos. Sendo assim, se vê um aumento na produtividade e intervalos de manutenção, dando folga as outras manutenções. Análise de óleo lubrificante, análise de vibração e termografia são alguns exemplos de técnicas preditivas.


Aprofundando um pouco, no gráfico abaixo, temos a curva PF (Potential Failure) que é uma ferramenta analítica essencial para um plano de manutenção, resumidamente ela descreve a relação de vida útil do equipamento pelo tempo e mostra os tipos de manutenção para cada estágio. A preditiva encontra-se no início do plano, quando se nota variação na condição inicial, ultrapassando o máximo permitido. A estratégia adotada de predição ou remediação será particular de cada caso, cabendo ao gestor do projeto estudar a curva e analisar todas as variáveis.


Foto de: https://tractian.com


Enfim, temos a manutenção corretiva, a NBR 5462 define manutenção corretiva como: “a manutenção efetuada após a ocorrência de uma pane destinada a recolocar um item em condições de executar uma função requerida.” podendo se dividir em planejada ou não planejada, é a mais intuitiva das manutenções, por condizer à correção de algo crítico no equipamento para que ele possa cumprir seu papel original. Uma boa forma de entendermos o porquê esse é o tipo menos preferível, é que na maioria das vezes são os equipamentos que decidem quando está na hora de corrigir, de forma não planejada, apresentando falha no momento da produção, reduzindo lucro, aumentando custo e perdendo valioso tempo. A relação de custo de reparo por tempo também pode ser muito bem observada na curva anteriormente citada.


O que podemos concluir dessa breve explicação? O bom cuidado com o ambiente de trabalho, a cadeia de produção e os equipamentos em si, nada mais são que análogos a uma vida saudável e longínqua. Os resultados de um negócio dependem, em partes, do cronograma de manutenção escolhido e detalhado pelos gestores do sistema, seguindo as normas e leis pré-estabelecidas, por profissionais capacitados e comprometidos.




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